“Escreva minha filha, escreva. Quando estiver entediada, nostálgica, desocupada, neutra, escreva. Escreva mesmo bobagens, palavras soltas. Experimente fazer versos, artigos, pensamentos soltos. Descreva, como exercício, o degrau da escada do seu edifício (saiu um verso sem querer). Escreva sempre, mesmo para não publicar. E principalmente para não publicar. Não tenha a preocupação de fazer obras primas; que de a muito já perdi, se é que um dia a tive. Mas só e simplesmente escrever, se exprimir, desenvolver um movimento interior que encontre em si próprio sua justificação…”
Escrever é uma forma de protestar, de delatar, de desabafar, de dominar. Eu escrevo para me organizar, para me entender e fico muito feliz de saber que outras pessoas fazem o mesmo. Escrever é uma arma. Arma contra a ignorância, arma contra a letargia, arma contra a falta de cultura.
Eu fico me perguntando como o mundo seria mais letrado se não tivéssemos redes sociais... Quantos livros deixei de ler para ficar no Facebook? Quantas reprovações teriam sido evitadas se nossos alunos passassem mais tempo em seus livros técnicos que nas redes sociais?
É claro que as redes sociais possuem seu valor! Por elas famílias se reestabelecem, por ela encontramos amigos há muito perdido, por elas temos notícias de queridos que moram longe, por elas informações importantes de domínio público alcançam multidões.
Mas a maioria de nós não sabemos usá-las como ferramenta útil. A utilizamos para lazer e cultura inútil.
Cabe aos pais estimular a leitura de seus filhos! A leitura e a produção. A escrita. O senso-crítico. As pessoas estão escrevendo cada vez pior por um só motivo: falta de leitura. Quando se lê e se escreve, inevitavelmente estamos ativando redes neuronais e memórias visuais.
Uma luta justa. Uma luta eficaz.

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